| Moda
e modelos
Por conta da profissão, a modelo está sempre ligada
nos desfiles e tendência mundiais. “Sou apaixonada por
moda, respiro moda, é o meu dia-a-dia. Quer eu queira, quer
não, tenho que estar por dentro. Até aproveito para
conciliar a moda e a faculdade, fazendo a cobertura jornalística
de alguns eventos de moda como trabalho.”
Diferentemente de muitos críticos de moda, Fernanda entende
que as modelos brasileiras já conquistaram seu lugar no exterior.
“Como todo mundo sabe, a Gisele Bündchen deu uma grande
contribuição para que o mundo abrisse os olhos para
as brasileiras. Se você abrir uma revista estrangeira, com
certeza, vai ver um monte de brasileiras.” A explicação
de Fernanda para o sucesso nacional é simples: simpatia.
“Já notei, em todas as vezes que viajei a trabalho,
que os clientes adoram brasileiras! Somos muito divertidas, falamos
bastante e não reclamamos. Na questão da simpatia,
se comparar com as européias, que são emburradíssimas,
todo mundo acha a brasileira o máximo. Fora que nós
somos muito mais bonitas.”
Já com relação aos estilistas brasileiros,
a modelo acredita que eles ainda não alcançaram o
status dos criadores internacionais. “Alguns brasileiros estão
indo para fora, como o Carlos Miéle, que se apresentou em
Nova York, mas ainda falta bastante para eles entrarem no circuito
mundial. A concorrência é muito forte, existem estrelas
mundiais como o Tom Ford e Mark Jacobs.”
Segundo a “crítica de moda”, os desfiles mostram
as tendências, mas a moda é, de fato, produzida pelas
pessoas. “Como modelo, o mercado principal é Nova York.
Mas a moda vem da atitude das pessoas na rua. Em Londres, as pessoas
têm muita atitude, cada um usa a sua moda do seu jeito. Em
Tóquio, as japonesas são o máximo, superfashion,
cada uma na sua onda. O povo é que dita a moda. Os grandes
estilistas se apresentam nos centros: Paris, Milão, Nova
York… Mas hoje a moda é livre. Na minha opinião,
é em londres e em Tóquio que você encontra as
pessoas mais fashion.”
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