| Criadora
da agência Full Jazz Propaganda, a publicitária está
à frente das novas tendências da área de comunicação,
defende que o Brasil deve fortalecer sua auto-estima para exportar
uma imagem positiva do País e prepara livro que retratará
altos e baixos de uma geração de brasileiras desbravadoras
como ela mesma.
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| Criatividade
sempre foi uma qualidade marcante da empresária Christina
Carvalho Pinto. Em 1996, quando lançou a sua agência,
a Full Jazz Propaganda, ela trouxe novos conceitos de organização
e criação. Desde então, a empresa transformou-se
em referência na publicidade brasileira.
O nome da agência tem a ver com o lado musical de Christina
e com a maneira como ela entende que as empresas devam funcionar.
“Comandei durante muito tempo um grupo multinacional. Via
a mim mesma como o maestro de uma orquestra. A banda de jazz me
parece um conceito mais moderno e eficaz do que a orquestra. A orquestra
tem hierarquias, grupos de instrumentos separados. Na banda de jazz,
a percussão, a corda, o teclado e o cantor se reúnem
para fazer uma execução. Eles ensaiam juntos e um
não é melhor do que o outro. Todos precisam ser feras,
porque é possível disfarçar um erro numa apresentação
orquestral, mas na banda de jazz é complicado porque são
poucos músicos. A liderança é rotativa. Quando
você está solando, você é o líder.
Quando o outro estiver improvisando e expressando sua criatividade,
ele é o líder. Fiz um desenho empresarial em que está
metáfora é vivenciada.”
E esse novo desenho está funcionando na Full Jazz. Exemplos
do desempenho da agência são duas propagandas que estão
no ar. Uma delas, para a entidade social “Parceria Contra
as Drogas”, causou forte impacto no público. “Ela
é feita em ‘rewind’. Começa com o rapaz
que vê o assassinato de sua mãe durante um assalto
e, no fim, mostra de onde veio o dinheiro que o assaltante usou
para comprar a arma: do filho, que comprou a droga. O usuário
de droga não tem a consciência de que a violência
do País é comandada pelo tráfico e, quando
ele usa droga, está financiando isso. O filme presta um serviço
à sociedade e alerta de uma maneira que não é
frívola, nem moralista.”
Outro comercial produzido pela Full Jazz também conquistou
recentemente a simpatia dos telespectadores. “É um
filme para a Nossa Caixa, sobre financiamento rural, em que um pequeno
produtor dialoga com os seus pezinhos de alface. O comercial resgata
a alma brasileira em um momento em que a propaganda está
repetindo estilo de vida, hábitos, estéticas que não
têm nada a ver com o Brasil. A propaganda deve espelhar o
que somos: uma grande nação, um povo fascinante. Por
que vamos ficar repetindo coisas relacionadas com a Madison Avenue?
Não somos Nova York!”
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