Curinga
A experiência adquirida por André Sá no exterior,
principalmente no que se refere ao seu desempenhos em quadras
rápidas, rendeu-lhe o “título” de jogador
curinga da equipe brasileira que disputa a Copa Davis. Por conta
do nosso clima tropical, as quadras brasileiras são abertas,
ou seja, são todas de saibro (terra batida). Logicamente,
nossos atletas acostumaram-se a jogar neste tipo de piso que proporciona
uma troca de bolas mais lenta.
Por ter treinado nos EUA, Sá desenvolveu um ótimo
jogo adaptado aos pisos rápido e destaca-se entre os jogadores
brasileiros por essa característica. “Tenho um estilo
de jogo bem diferente. Eles gostam da troca de bola. Sou mais
rápido, gosto de subir à rede, sacar e volear, definir
os pontos logo. Gosto de pisos rápidos, mas não
os indoor (cobertos). Prefiro o cimento, a quadra dura, e nos
EUA existem várias.”
Durante as disputas da Copa Davis é que Sá ganha
ainda mais destaque. “A gente nem sempre joga em saibro,
porque não podemos escolher o piso quando jogamos fora
do País. Por isso, é ótimo ter na equipe
brasileira um jogador como eu, com o estilo europeu/americano.
Nessas horas, eu realmente me torno um curinga!”
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Treinos
O local oficial de treinos de Sá (oficial porque suas constantes
viagens fazem com que ele acabe treinando a maior parte do tempo
fora do Brasil) é Balneário Camburiú, em
Santa Catarina. Os treinos diários duram de quatro a cinco
horas, divididos em dois períodos: manhã e tarde.
Depois, mais uma hora de preparação física,
ou seja, exercícios cardiovasculares e musculação.
“Mas não é aquela musculação
para ficar forte e sim para prevenir lesões. Os músculos
de um jogador têm sempre que estar ativos. Faço várias
repetições com pouco peso e também exercícios
de explosão, levantando pouco peso, mas bem rápido.”
Quem faz toda a programação de treinamentos de Sá
é o técnico Marcos Vinícius Barbosa, que
trabalha com o jogador há dois anos. “Convidei o
Marcos porque estava naquela fase em que você precisa de
sangue novo. Fazia três anos que eu não trocava de
treinador e já estava entrando numa rotina. Eu e o Marcos
nos damos bem, mas é como um casamento! A gente tem liberdade
um com o outro, mas também muito respeito e isso é
fundamental.”
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