Karen Kupfer

Colunista Social do bem

Uma das mais conhecidas colunistas da nova geração, com livre trânsito pela noite e pelos grandes eventos de São Paulo, Karen Kupfer sempre se mostra interessada em abrir espaço nas suas colunas (revista "Quem Acontece?" e jornal "Diário de São Paulo") para divulgar o que ela chama de notícias do bem: serviços, jovens artistas, novas casas noturnas… "Tento fugir do fútil, apesar de ser uma tarefa bem difícil."

 

Durante sua infância e adolescência, Karen viveu bem de perto o sucesso da mãe e de sua loja Giovanna Baby, que, na década de 80, era a mais importante referência em moda para crianças. "Cresci vendo minha mãe trabalhar na loja, mas nunca levei isso muito a sério. Estava mais a fim de viajar e estudar fora." E foi assim que decidiu partir para Paris, cidade em que sua irmã mais velha mora até hoje, com o objetivo de aprender o francês.

Como a família já estava completamente imersa no universo da moda, Karen Kupfer também aproveitou sua estadia na Cidade-Luz para fazer um curso de moda na escola Esmod (Ecole Supérieure de Créateurs de Mode), a mais tradicional escola de moda do mundo. "Morei em Paris durante um ano, uma experiência inesquecível! A cidade tem um astral espetacular. Aprendi a me virar sozinha, a dar valor ao dinheiro, pagar contas... foi enriquecedor!"

De volta ao Brasil, somente após o casamento e o nascimento dos dois filhos é que Karen decidiu dedicar-se à sua carreira atual de colunista social. "Minha filha tinha somente um mês quando fui convidada para trabalhar no Jornal da Tarde." O ano era 1997 e o apresentador Luciano Huck, que assinava a coluna social do jornal ("Circulando"), recebeu o convite para comandar o "H", na TV Bandeirantes. "Acho que fui escolhida porque sempre tive trânsito livre nas festas, sou bem relacionada e conheço bastante gente. No colunismo social, é muito importante você ser bem atendida pelas pessoas, participar das festas como convidada e não como jornalista credenciada…"

Ao final de três anos, trocou a "Coluna K" do Jornal da Tarde pelo portal IG, para participar da concepção e realização do site "Penetra", um veículo dedicado a fotografar jovens que circulam pela noite. "Queria viver novas experiências e esta época coincidiu com o boom da Internet. Eu tinha muita vontade de aprender sobre essa nova mídia."

Após viver essa nova experiência, Karen sentiu que sua praia era realmente a mídia impressa. Então, deixou o IG e passou a colaborar como free-lancer para as revistas "Vip" e "Veja São Paulo". Um ano e meio atrás, Karen voltou como colunista na revista semanal "Quem Acontece?" e, pouco depois, foi convidada para assinar também a coluna "Planeta Diário", do jornal "Diário de São Paulo".
A coluna do jornal é publicada seis vezes por semana e, embora parecida com a elaborada para a revista, tem diferenças importantes. Além da periodicidade, a circulação dos dois veículos também é distinta. "Quem Acontece?" chega às bancas de todo o Brasil, retratando o cotidiano das celebridades de todos os cantos do País. "É importante pensar naquele leitor que vive longe dos grandes centros. Não podemos falar de pessoas que fazem trabalhos muito regionais, o que já é possível na coluna do "Diário de São Paulo"."
Outra dificuldade enfrentada por Karen e sua equipe (um jornalista e uma fotógrafa) para escrever as colunas tem a ver com a velocidade da Internet, que disponibiliza informações minuto a minuto e põe em risco o "grau de novidade" das notícias divulgadas semanalmente pela revista. "Por conta do volume de notícias a ser publicado, fazer jornal diário também não é brincadeira. Para dar conta do recado, tenho várias fontes, almoço com as pessoas e ainda saio à noite, embora não goste muito." Muitas informações também provêm das agências de notícias, que fornecem material para as notas internacionais: "Os brasileiros se interessam muito pelas fofocas dos astros hollywoodianos."


Estilo de trabalho

Como ela mesma gosta de afirmar, o espaço de suas colunas está sempre aberto para a divulgação das coisas do "bem": trabalhos sociais ou importantes para a sociedade, inauguração de espaços descolados etc. "Procuro informações úteis e espero que as pessoas comentem sobre o que escrevo. Se as minhas notas renderem uma matéria em qualquer outro veículo, melhor ainda! É um reconhecimento do meu trabalho."
Para compor o seu próprio estilo, Karen procura redigir sobre assuntos que realmente domine. Assim, suas colunas retratam a vida de famosos (muitos deles seus amigos), moda, cultura e noite. Traz notícias sobre um novo romance ou casamento assim como notas sobre festas badaladas, moda, cinema e casas noturnas. "Todo colunista faz dessa forma, escreve mais sobre o que sabe. A Mônica Bergamo (da Folha de São Paulo), por exemplo, trata muito de política porque ela já foi repórter de política. Eu me valho muito do acesso que tenho às pessoas e a facilidade de estar presente nos lugares. Esse é o meu mérito e assim meu trabalho é valorizado."

 
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